12.31.2012
11.25.2012
10.12.2012
8.30.2012
Sedona
Aside from
myself, there is no sign of me. The arguments are eternal and lack hope of
solution. What does it mean to be among the Living? Tossing and turning I try
to understand the mystery called love.
By the time I
realize I’m in bed, the sky was already getting light and I know I’ve never
been so comfortable with the feeling of love with anyone else but you, and yet,
still lacking part of life. What does it mean to be truly happy?
The sky is
brilliant and full of clouds, I’m reminded of how lucky I am, just by admiring
your smile and I fell honored with your care and tenderness. To have been
singled out, when two suddenly become one, following the rhythm of our hearts,
I inhale and you breathe, my synaptic connections almost don’t get this far to
understand the cognitive side of our relationship. The memory of myself becomes
more faint, unclear and distant; however, your sweet presence somehow,
transports me to a better path of truthiness and clarity. I sometimes deny the world
because it is inconsistent with my dreams and as I grow older, the innocence of
believing that good always prevails opens space for the eternal disappointment
of life as it is.
I close my eyes
and think about the way you wrinkle your nose when thinking, or your beak face
when fixing your hair in the mirror. Just got a message from you. I always
wonder how can you flip my stomach inside out? How can you make my heart beat
in such extreme rhythm? While waiting for your return a whole species of
butterfly may have become extinct.
It is said that Angels
feel a general love for the Living, though being general doesn’t make it any
less potent. They often wonder how is it to have a sense of smell, or what is
it like to dream. They can only speculate, much like the Living speculate about
the nature of God. We all can only rely on faith and our beliefs. It is also
said, that there are linguistic signs for everything, but what if they are
wrong? I tend to try finding reason an explanation for it all, but sometimes
there aren’t words for everything.
There was a time
when we weren’t aware of each other’s existence and at first glance we didn’t
really recognize that it was only together that we would have a chance of happiness,
thus one does not find it solely in romantic love, it is a great path to start
the daily battle that needs to be fought. It takes time to getting used to each
other’s habits and mannerisms, routines can only be created with patience and
acceptance of our flaws, however it’ll be worth it the effort, for you are the
only one who makes my heart shines even when the darkness strikes. My only hope
is that in the end it all comes together as if everything is part of a big
plan, I just forget sometimes that the world is not on the same schedule as I.
8.23.2012
Silêncio
Apenas após ser sentenciada com o Silêncio, descobri
que algumas outras formas deste existem. Provavelmente, muitas outras
desdobraduras a partir daí, mas agora, quando ouço uma música, passo a escutar
muito mais que outrora, não mais ouço apenas suas notas, e sim o silêncio entre
elas; quando leio um livro, todas as vírgulas e espaços após o período que sucedem
a letra maiúscula, são absorvidos aos ensinamentos de cada palavra proferida pelo
autor. Descobri os lugares onde o silêncio se esconde dentro de mim, e onde ele
se reúne em um dado lugar; nas frestas das janelas, ou dobras de uma cortina,
no infinito de um céu estrelado, ou ao velar o horizonte sem fim do mar, ou até mesmo, no filamento de uma lâmpada.
Quando as pessoas falam comigo, tenho cada vez menos
escutado suas palavras e cada vez mais o que não dizem. Aprendi em algum grau,
a decifrar o significado de certos silêncios, que se assemelham a desvendar um
mistério sem pistas concretas, muitas vezes pela intuição, sensibilidade e
vontade de querer fazer algum bem. Verdade seja dita, e modéstia seja deixado
de lado, sou profílica nesse métier. Por longos períodos tenho me cercado de
silêncios, e talvez a única maneira que tenho conseguido me expressar por
diferentes aspectos, é através da fotografia, um olhar singular do mundo que me
rodeia, e que por sua vez, gera as
infinitas e em muitos casos, errôneas impressões, de quem compartilha comigo
algumas dessas pinturas expressas do mundo moderno.
Um transbordamento das mazelas dessa vida tem rodeado
meus dias, mas a realidade é que nem hoje, nem nunca, vou deixar abater-me.
Sempre vou preferir partilhar os sorrisos, a deixar expostas as dores que carrego no peito e sinto na alma. Cada um sabe o fardo que carrega nessa vida, e é tão difícil
silenciar-me em algumas situações; quando uma criança pergunta-me a cerca do
amor, ou quando a família requer presença quando se está em outro continente,
ou até mesmo quando os amigos mais queridos, querem apenas saber acerca do
cotidiano; esses infindáveis dias de cobranças baseados no amor, que de alguma forma recarregam as energias da inexprimível solidão.
Sei que tenho me limitado apenas aos sins e nãos e
compreendo também que não é suficiente para qualquer relação sadia, mas
proferir uma única palavra, por vezes significa destruir a fluência pungente
do silêncio. Tenho vivido em cárcere das acusações silenciosas, como um pelotão
de fuzilamento com suas metralhadoras em riste, e só assim, com as armas contra
o peito, consegui ponderar se a riqueza do silêncio pode de alguma forma superar
a miséria de não ser realmente escutada.
Concluo que as possibilidades de silêncio são
ilimitadas, e as balas que saem das armas e perfuram a carne com a verdade,
fazem-me ajoelhar e pedir aqui o perdão para esse momento, onde a solidão e o
silêncio tonam-se meios de liberdade.
8.06.2012
Pablo Neruda
“I love you without knowing how, or when, or from where. I love you simply, without problems or pride: I love you in this way because I do not know any other way of loving but this, in which there is no I or you, so intimate that your hand upon my chest is my hand, so intimate that when I fall asleep your eyes close.”
― Pablo Neruda, 100 Love Sonnets
― Pablo Neruda, 100 Love Sonnets
8.02.2012
6.26.2012
6.06.2012
Noam Chomsky: 10 estratégias de manipulação midiática
1. A estratégia da distração.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).
2. Criar problemas e depois oferecer soluções.
Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.
3. A estratégia da gradualidade.
Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4. A estratégia de diferir.
Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade.
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “A e alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico
A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “A e alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico
6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…
7. Manter o público na ignorância e na mediocridade.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”).
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”).
8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade.
Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
9. Reforçar a autoculpabilidade.
Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!
10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.
No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.
* Noam Chomsky é linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts - 15.12.2010
5.17.2012
Winnicott
"Paranóia e ingenuidade. Na criança normal, que se encontra no meio entre os dois extremos, existe a expectativa de perseguição, mas também a expectativa de um cuidado capaz de protegê-la. A partir desta base, o indivíduo pode tornar-se capaz de substituir o cuidado recebido por um cuidar-de-si-mesmo, e pode desta forma alcançar uma grande independência, que não é possível nem no extremo paranóide nem no extremo ingênuo." (Winnicott - Natureza Humana)
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