Em meu cotidiano de práticas pedagógicas me vejo envolvida em um processo de reflexões e indagações que me faz repensar, e reinventar as metodologias de prática educativa. Com certeza, possuo influências, mas também um estilo próprio desenvolvido com a experiência, estudo e a troca diária.
A vivência pessoal, ao mergulhar nesse ambiente de atuação profissional, suscitaram indagações, possibilidades e desassossegos; exigindo assim a tentativa de compreender e apontar novas proposições a essas relações complexas que vamos construindo o entendimento que a educação nada mais é do que estímulo, troca e principalmente busca. É necessário que se busque, constantemente, respostas as questões que se entrecruzam com frequência em nosso cotidiano, pois a própria tentativa, apaixonada e comprometida, de se encontrar soluções possibilita grandes avanços na prática do educador, na sua busca por uma educação mais crítica, que proporcione uma mudança nesse quadro excludente que, há muito, as esferas de ação social vêm contribuindo para a reprodução e as políticas públicas educacionais não estão conseguindo mudar essa realidade.
Percebo diariamente o quanto é importante na escola propiciar aos alunos atividades que o potencialize como ser social, cheio de possibilidades e sonhos. Porém, em algumas de nossas experiências encontramos adolescentes que perderam o gosto pela escola, pela sala de aula, por estudar. Sempre tento suscitar nos alunos a importância dos sonhos, de ter objetivos, metas a serem conquistadas, mas sem devaneios, trazendo-os para a realidade e fazendo-os perceber que vivemos as regras ditadas por um regime social capitalista, com situações desiguais e em modos de produção excludentes e injustos. Onde geralmente a grande maioria da população prefere se omitir e 'deixar passar' pra ver no que dá, mesmo que isso signifique prejuízo, existe o limite tolerável para tal.
As vezes sinto como se estivesse desabafando com os alunos e ao mesmo tempo que os questiono, o faço internamente, comigo mesma. E de que forma poderia fazer algo diferente? Alguma coisa é preciso fazer, porém com certeza, vejo que minha fala, solta, desconexa, solitária, não faria com que eles conseguissem ter a noção dos fatos ou leituras críticas; na verdade, eu falo mais pela minha necessidade, indignação, susto... E um prazer inenarrável em ajudar o próximo!
Repenso constantemente meus limites, o que acredito e até onde conseguiria fazer algo. Existe um forte impacto emocional ao se lidar com um grupo numeroso de pessoas, as quais de alguma forma me sinto responsável sobre. Partindo dessa experiência, percebi o quanto é necessário discutir as práticas pedagógicas e construir no coletivo,tanto quanto respeitar as individualidades, pois são nesses espaços de discussão e reflexão que torna-se possível a construção de saberes.
Quando percebo estar distante de uma solução para as problemáticas apresentadas no cotidiano, tento buscar ajuda, refletir, ponderar bastante sobre essa situação e assim vou aliviando a carga negativa de impotência perante as coisas que gostaria, mas não posso mudar.
Penso ser de vital importância que os sujeitos que atuam na escola sejam os protagonistas de suas falas e de seus saberes. Esse exercício precisa transformar-se em uma necessidade de todos que, de alguma forma, fazem a educação acontecer neste país. Afinal, educar é um ato de amor e só dessa forma o conhecimento será plenamente compreendido e internalizado. Sem dúvida, deparo com obstáculos, dificuldades e desafios que permeiam o processo de docência, mas essa é a vida, profissional, pessoal, familiar, ou qualquer outra vertente que por ventura elucubremos.
É preciso constantemente reavaliar, inovar, estar atualizado, mas acima de tudo atuar pensando em como nossas reflexões agregam mudanças, modificam ações, potencializam intervenções.
Ler Paulo Freire dá nisso, rs!
6.22.2010
6.01.2010
Momento Manguaça Cultural
Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse. Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado. Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'. Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE' Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo. (História contada no Museu do Homem do Nordeste).
5.28.2010
Torre das Olimpíadas de 2016 RIO





Solar City Tower - A Torre das Olimpíadas de 2016 - Rio de Janeiro
O desafio passou por conceber uma estrutura vertical localizada na ilha de Cotonduba que, além de ter a função de torre de observação, se torne num símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima, uma vez que esta será a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016.
Projectada pelo gabinete RAFAA, sedeado em Zurique, na Suíça, e denominada «Solar City Tower», esta estrutura foi escolhida como a resposta adequada à proposta inicial e tem a potencialidade de gerar energia suficiente não só para a aldeia olímpica, como para parte da cidade do Rio.
A sua concepção permite-lhe aproveitar a energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo, ao mesmo tempo que a energia excessiva produzida é canalizada para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objectivo de produzir energia durante o período nocturno.
Estas características permitem atribuir o epíteto de torre sustentável a este projecto, dando continuidade a alguns dos pressupostos do «United Nation´s Earth Summit» de 1992, que ocorreu igualmente no Rio de Janeiro, contribuíndo para fomentar junto dos habitantes da cidade a utilização dos recursos naturais para a produção de energia.
A Solar City Tower engloba ainda outras funcionalidades. Anfiteatro, auditório, cafetaria e lojas são acessíveis no piso térreo, a partir do qual se acede igualmente ao elevador público que conduzirá os visitantes a vários observatórios, assim como a uma plataforma retráctil para a prática de bungee jumping.
No cimo da torre é possível apreciar toda a paisagem que circunda a ilha onde estará implementada, bem como a queda de água gerada por todo o sistema que integra a Solar City Tower, tornando-a num ponto de referência dos Jogos Olímpicos de 2016 e da cidade do Rio de Janeiro.
O desafio passou por conceber uma estrutura vertical localizada na ilha de Cotonduba que, além de ter a função de torre de observação, se torne num símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima, uma vez que esta será a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016.
Projectada pelo gabinete RAFAA, sedeado em Zurique, na Suíça, e denominada «Solar City Tower», esta estrutura foi escolhida como a resposta adequada à proposta inicial e tem a potencialidade de gerar energia suficiente não só para a aldeia olímpica, como para parte da cidade do Rio.
A sua concepção permite-lhe aproveitar a energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo, ao mesmo tempo que a energia excessiva produzida é canalizada para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objectivo de produzir energia durante o período nocturno.
Estas características permitem atribuir o epíteto de torre sustentável a este projecto, dando continuidade a alguns dos pressupostos do «United Nation´s Earth Summit» de 1992, que ocorreu igualmente no Rio de Janeiro, contribuíndo para fomentar junto dos habitantes da cidade a utilização dos recursos naturais para a produção de energia.
A Solar City Tower engloba ainda outras funcionalidades. Anfiteatro, auditório, cafetaria e lojas são acessíveis no piso térreo, a partir do qual se acede igualmente ao elevador público que conduzirá os visitantes a vários observatórios, assim como a uma plataforma retráctil para a prática de bungee jumping.
No cimo da torre é possível apreciar toda a paisagem que circunda a ilha onde estará implementada, bem como a queda de água gerada por todo o sistema que integra a Solar City Tower, tornando-a num ponto de referência dos Jogos Olímpicos de 2016 e da cidade do Rio de Janeiro.
5.17.2010
5.13.2010
Sylvia Earle
Sylvia Earle, uma das mais conhecidas oceanógrafas do mundo compartilha imagens maravilhosas do oceano - e as estatísticas apavorantes de seu declínio rápido - enquanto fala sobre seu desejo que lhe rendeu o prêmio TED: que todos façamos parte na proteção deste verdadeiro coração azul do planeta.
5.12.2010
O Preferido, na minha cadência!
Aqui na orla da praia, mudo e contente do mar,
Sem nada já que me atraia, nem nada que desejar,
Farei um sonho, terei meu dia, fecharei a vida,
E nunca terei agonia, pois dormirei de seguida.
A vida é como uma sombra que passa por sôbre um rio
Ou como um passo na alfombra de um quarto que jaz vazio;
O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é;
A glória concede e nega; não tem verdades a fé.
Por isso na orla morena da praia calada e só,
Tenho a alma feita pequena, livre de mágoa e de dó;
Sonho sem quase já ser, perco sem nunca ter tido,
E comecei a morrer muito antes de ter vivido.
Dêem-me, onde aqui jazo, só uma brisa que passe,
Não quero nada do ocaso, senão a brisa na face;
Dêem-me um vago amor de quanto nunca terei,
Não quero gôzo nem dor, não quero vida nem lei.
Só, no silêncio cercado pelo som branco do mar,
Quero dormir sossegado, sem nada que desejar,
Quero dormir na distância de um ser que nunca foi seu,
Tocado do ar sem fragrância da brisa de qualquer céu.
Fonte: Pessoa, F. 1985. Poesia de todos os tempos, seleção e introdução de Cleonice Beraedinelli. RJ, Nova Fronteira.
Sem nada já que me atraia, nem nada que desejar,
Farei um sonho, terei meu dia, fecharei a vida,
E nunca terei agonia, pois dormirei de seguida.
A vida é como uma sombra que passa por sôbre um rio
Ou como um passo na alfombra de um quarto que jaz vazio;
O amor é um sono que chega para o pouco ser que se é;
A glória concede e nega; não tem verdades a fé.
Por isso na orla morena da praia calada e só,
Tenho a alma feita pequena, livre de mágoa e de dó;
Sonho sem quase já ser, perco sem nunca ter tido,
E comecei a morrer muito antes de ter vivido.
Dêem-me, onde aqui jazo, só uma brisa que passe,
Não quero nada do ocaso, senão a brisa na face;
Dêem-me um vago amor de quanto nunca terei,
Não quero gôzo nem dor, não quero vida nem lei.
Só, no silêncio cercado pelo som branco do mar,
Quero dormir sossegado, sem nada que desejar,
Quero dormir na distância de um ser que nunca foi seu,
Tocado do ar sem fragrância da brisa de qualquer céu.
Fonte: Pessoa, F. 1985. Poesia de todos os tempos, seleção e introdução de Cleonice Beraedinelli. RJ, Nova Fronteira.
5.11.2010
Coração verde e amarelo
"Na torcida são milhões de treinadores,
Cada um já escalou a seleção,
O verde o amarelo são as cores que a gente grita no coração,
A torcida vibra canta e se agita e grita o brasil é campeão,
No toque de bola pra nossa escola nossa maior tradição,
Eu sei que vou , vou do jeito que eu sei , de gol em gol,
Com direito a replay eu sei que vou com o coração batendo,
A mil a taça na raça e brasil."
Convocação - África do Sul 2010 - Fonte site da CBF
Cada um já escalou a seleção,
O verde o amarelo são as cores que a gente grita no coração,
A torcida vibra canta e se agita e grita o brasil é campeão,
No toque de bola pra nossa escola nossa maior tradição,
Eu sei que vou , vou do jeito que eu sei , de gol em gol,
Com direito a replay eu sei que vou com o coração batendo,
A mil a taça na raça e brasil."
Convocação - África do Sul 2010 - Fonte site da CBF
Julio Cesar - Internazionale
Doni - Roma
Gomes - Tottenham Hotspur
Maicon - Internazionale
Daniel Alves - Barcelona
Lucio - Internazionale
Juan - Roma
Luisão - Benfica
Thiago Silva - Milan
Gilberto - Cruzeiro
Michel Bastos - Lyon
Gilberto Silva - Panathinaikos
Felipe Melo - Juventus
Josué - Wolfsburg
Elano - Galatasaray
Ramires - Benfica
Kleberson - Flamengo
Kaká - Real Madrid
Julio Baptista - Roma
Robinho - Santos
Nilmar - Villareal
Luís Fabiano - Sevilla
Grafite - Wolfsburg
Doni - Roma
Gomes - Tottenham Hotspur
Maicon - Internazionale
Daniel Alves - Barcelona
Lucio - Internazionale
Juan - Roma
Luisão - Benfica
Thiago Silva - Milan
Gilberto - Cruzeiro
Michel Bastos - Lyon
Gilberto Silva - Panathinaikos
Felipe Melo - Juventus
Josué - Wolfsburg
Elano - Galatasaray
Ramires - Benfica
Kleberson - Flamengo
Kaká - Real Madrid
Julio Baptista - Roma
Robinho - Santos
Nilmar - Villareal
Luís Fabiano - Sevilla
Grafite - Wolfsburg
5.10.2010
Dia Das Mães!
"O amor de mãe por seu filho é diferente de qualquer outra coisa no mundo. Ele não obedece lei ou piedade, ele ousa todas as coisas e extermina sem remorso tudo o que ficar em seu caminho."Agatha Christie
5.08.2010
Parabéns Pai!

Pai!Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo prá gente ser mais
Muito mais que dois grandes amigos
Pai e filho talvez...
Pai!
Pode ser que daí você sinta
Qualquer coisa entre
Esses vinte ou trinta
Longos anos em busca de paz...
Pai!
Pode crer, eu tô bem
Eu vou indo
Tô tentando, vivendo e pedindo
Com loucura prá você renascer...
Pai!
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Prá falar de amor
Prá você...
Pai!
Senta aqui que o jantar tá na mesa
Fala um pouco tua voz tá tão presa
Nos ensine esse jogo da vida
Onde a vida só paga prá ver...
Pai!
Me perdoa essa insegurança
Que eu não sou mais
Aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos teus braços você fez segredo
Nos teus passos você foi mais eu...
Pai!
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito
Prá pedir prá você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Ah! Ah! Ah!...
Pai!
Você foi meu herói meu bandido
Hoje é mais
Muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém tá sozinho
Você faz parte desse caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai! Paz!...
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