4.23.2010

O Clã I - Mamãe


Ainda não sei se é exatamente o que quero escrever, bem, é claro que é o quero escrever, mas sabe aquela sensação de que você precisa estar super inspirada para escrever, ainda mais sobre tema tão único e especial?! Então... quando chegar esse momento de inspiração retomo, mas por hora, deu sim para fazer uma singela homenagem a minha progenitora e amiga!
Há algum tempo atrás (Out/09) fiz uma introdução da saga do meu clã, demorou um pouco para chegar o primeiro capítulo, mas chegou! Vou falar da mamãe, figura importantíssima na minha história, por motivos óbvios e outros nem tão óbvios assim, que vou relatar tentando sempre me ater às histórias mais factuais do que sentimentos, até por que, são tantas emoções que a retórica não comporta.
Tem tanta coisa a ser dita... Nossa, nem sei por onde começar... Bom, vamos lá!

Mamy, como a chamo a maior parte do tempo, mas às vezes a chamo de Madresita, ou Mamãe mesmo, a não ser quando grito para chamá-la, aí, é um contundente Manhêeeeeeeeeeeeeeeeee, e ainda por cima quando falo assim, às vezes canto ... “0 Tonico me bate-eu, levou meu saco de pipoca...”Sim, sou desse tempo! Voltando.... Mamy sempre foi uma mulher muito batalhadora, trabalha muito e trabalhava ainda mais quando eu e meus irmãos éramos crianças (é por que, pequeno a gente nunca foi). Ela sempre trabalhou no ramo da aviação, o que nos proporcionou muitas viagens maravilhosas e um enriquecimento cultural inigualável durante nossa infância e adolescência.
Quando criança, nós a chamávamos de “GENERALA”, ela sempre teve aquele estilo mandona, mas sempre demonstrou seu carinho e o quanto se preocupava conosco. Nunca foi muito chegada a mimos e melação, mas seu jeito único de escrever “Amor Mamãe” ao final de cada carta ou cartão-postal sempre foi singularmente especial.
Sempre tivemos uma ótima relação mãe-filha, mais ou menos no meio da minha adolescência agregamos um outro tipo de relação, nos tornamos amigas. Nossa amizade já tinha alicerce sólido e ao longo dos anos foi se solidificando. Resolvemos entrar na faculdade juntas e nos demos força, apoio, motivação e até uma colinha, ao longo de todo período. É ainda mais emocionante receber o canudo ao lado da sua genitora (haja coração!).
Hoje, somos grandes amigas, dispostas sempre a ajudar a outra em qualquer esfera que se faça necessária.
Admiro minha mãe, não só pela noite inspirada em que fui concebida, mas por ela ser uma grande mulher, disposta sempre a auxiliar o próximo, em sua busca incessante de se tornar uma pessoa cada vez mais iluminada.
Atualmente ela almeja se candidatar a deputada(ops, não pode fazer propaganda ainda, se não toma multa. - Sim, ela é certinha! Que orgulho!), e modéstia a parte, acho minha mãe uma mulher mega competente, esforçada, integra, honesta e muito sincera (as vezes até demais!rs). Meu voto ela já ganhou! - Tudo bem, sou suspeita a falar, sou adepta a 'corujisses', mas justa. Elogios e críticas quando se fazem necessários-
Espero apenas um dia poder oferecer-lhe facilidades as quais ela abriu mão para que eu hoje fosse a pessoa feliz e realizada que sou! Te amo mãe!

El Culebrón


4.17.2010

Momento


Na corda bamba,
Medo de soltar a mão,
Não sei se canto samba,
Ou se faço bolinha de sabão.
A dúvida paira no ar,
Mesmo o cenário bonito
Não dá vontade de andar
To mesmo criando um mito?

4.15.2010

Eu quero sempre mais que ontem...

Não há uma palavra que seja primeira ou a última, e não há limites para o contexto do discurso que se perde no passado, no presente ou até mesmo no futuro. Em cada um dos pontos do diálogo, existe uma multiplicidade ilimitada de sentidos, muitas vezes até esquecidos, ou quem sabe reconhecidos, porém, em um determinado ponto, no desdobramento da troca, ao sabor de sua evolução, eles serão rememorados e renascerão numa forma renovada, talvez em um novo contexto, quem sabe, né?! Não há nada morto de maneira plena ou absoluta. Todo sentido festejará um dia seu renascimento, seja lá como for, o importante é que existe.
Mesmo que de relance um dia fui a mulher descrita abaixo:


"O que eu conheço e reconheço em você é um resumo de quase tudo que eu sempre busquei nas mulheres que tive. Não que eu tenha uma expectativa única ou disponha de um modelo de esposa perfeita. Mas é claro que buscamos alguém por afinidade. Buscamos uma parceria que nos traga mais do que companhia garantida para os fins de semana. Eu quero alguém com quem possa trocar conhecimento, experiências. Alguém que saiba me ouvir e não se altere antes mesmo que eu consiga concluir minhas indagações. Uma pessoa sensata quando é preciso ser e impulsiva quando não puder ser diferente (mediada sempre por alguma fagulha de bom senso). Uma mulher interessada, esforçada, lutadora. Com consciência dos defeitos e de que sempre há tempo para mudar. Com consciência também das qualidades, para que não se subjugue ou se submeta a nada nem ninguém injustificadamente. Uma mulher que não guarde rancores, que não agrida para sentir-se vingada, mas que esteja disposta a conversar sempre que houver qualquer pendência e isso se resolva ali. Alguém que me desperte desejo e me deixe fraco só em fantasiar com ela. Uma mulher sensível e forte. Enfim! Muitas dessas características eu vejo em você, sabe? Sei que não poderia supor ainda se você é o tipo de mulher que eu descrevi, mas só o que eu já tive oportunidade de constatar já é maravilhoso. Você sempre sabe o que eu quero e preciso ouvir. Ontem à noite eu irresponsavelmente abri a carta que me enviou e comecei a ler. Foi incrível ler exatamente tudo que eu queria. Eu não acreditei! Li apenas o início e preferi parar porque tive receio do que estava sentindo. É inacreditável o que você faz comigo. Eu penso em você o tempo todo. Tenho dormido pouco porque só preciso abrir os olhos de manhã para começar a pensar em você e não conseguir mais fechar. Você está me dando olheiras! rs. Mas é uma delícia quando consigo explorar a fertilidade da minha imaginação, embora já não seja mais uma criança e tenha alguma dificuldade para isso, e chegar até você. Eu imagino o seu rosto, seus olhos, sua boca. Fico enfeitiçado. Fico fraco mesmo, a ponto de sentir minha cabeça inclinar. Minha respiração fica mais forte, eu suspiro . Complicado em demasia! Mas acho que já elaborei bastante "isso", né? Tenho medo de te ver e do que vou sentir. Hoje sonhei com você. Nem nos falamos, mas você estava lá. Eu precisei disfarçar, porque não estava sozinha. mas foi gostoso só por poder vê-la de relance, sabendo que o contexto era que estava lá por mim."

4.14.2010

Soseki Natsume


"A solidão é o preço que temos de pagar por termos nascido neste período moderno, tão cheio de liberdade, de independência e do nosso próprio egoísmo."

4.12.2010

Caras & Caretas


De verdade, tem coisa melhor do que se divertir ?!

4.07.2010

Egocentrismo


É estranho, mas me acho egocêntrica. Não egoísta, mas egocêntrica, no sentido de que tudo gira ao meu redor mesmo, de acordo com a minha perspectiva de ver a vida.
Bom, deixa eu ver se consigo me explicar melhor... quando ouço uma música por exemplo, sei que ela não foi feita para mim, mas de alguma forma aquele sentimento transcrito pelo compositor, me remete algum momento, ou alguma pessoa que cruzou meu caminho, e aí toda vez que aquela música toca, passa um filminho da minha história real ou fantasiosa na cabeça. Ficou claro?! Ainda não, né? Calma aí que vou pegar uma maça... Tenho fome!(gosto de criar um clima intimista... rs)

Vamos lá. Quando estou lendo uma revista, e leio uma materia de econômia, por exemplo, vejo de uma maneira geral, mas penso em como aquilo afeta minha vida. Não que eu também não me incomode de não me afetar diretamente, me incomodo e muito, mas confesso não ser esse meu primeiro sentimento.

Vou pensar em analogias para tentar me explicar melhor. Vou enumerando-as, só to querendo colocar pra fora.... Sem nenhum propósito específico. Compartilhar algumas angústias....

Quando acontecem tragédias como as dos últimos dias no Rio, minha cidade maravilhosa, que eu amo de paixão, apesar de eu ,e os meus estarmos em casa são e salvos, penso que de alguma forma eu poderia ajudar os que necessitam. Quanta tragédia, quanta dor, quanta perda, e eu aqui deitadinha. É preciso agir. É preciso se movimentar, fazer a diferença....

Quando leio um texto e me identifico com ele, trago aqueles elementos para minha realidade, é claro, os que de alguma forma estão relacionados a mim, os outros acabam virando obra de ficção, e os leio por prazer e por conseguir viajar na história de outros, dando asas a imaginação e dando vida aqueles personagens dentro da minha cabeça.
Não é curioso se ver na fala do outro?! Mesmo que algo nada tenha haver com você, mas ao longo daquele discurso, você toma como real. Seus pensamentos vagam por aquelas palavras e você cria a sua própria historinha acerca daquele conteúdo, isso não acontece com você?!

Será que eu viajo demais? To ficando mais maluca?

Ai ai... Quero me doar mais....